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CÂMARA DE MARIANA
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Higor Vieira é graduado em Transações imobiliárias, docente em Jornalismo e empresário do ramo de logística e transportes e Saúde! Escreve semanalmente sobre Economia, mundo jurídico e Cenários políticos internos e externos.

Jair Bolsonaro começa a fazer política, mesmo prometendo o contrário

Publicado em 05/12/2018 às 07:40 Atualizado em 19/08/2022 às 09:53
SAMARCO - AGOSTO

O presidente eleito Jair Bolsonaro, que passou toda a campanha prometendo não negociar com partidos, desembarcou hoje em Brasília para iniciar as primeiras tratativas com bancadas partidárias.

Segundo agenda divulgada pela assessoria do Presidente eleito, ele deverá se encontrar com líderes do PSDB, PR, PRB e MDB até a próxima quinta-feira(06), quando retorna ao Rio.

Desde que foi eleito, esta é a quinta vez que Bolsonaro viaja para Brasília, e sua primeira audiência oficial com partidos políticos -até então seus encontros eram apenas com bancadas temáticas.

Toma Lá, Dá Cá

Em entrevista coletiva concedida ontem, o futuro ministro da casa Civil Onyx Lorenzoni disse que as reuniões terão o intuito de estabelecer um novo relacionamento entre governo e parlamentares.

“O toma lá da cá usual, que se construiu no Brasil ao longo das últimas décadas, vai ser completamente reavaliado e revisado. Nada impede que uma bancada indique um nome técnico”, afirmou.

Ao que tudo indica, a equipe do novo governo pretende fazer política pra garantir um bom número de aliados no Congresso Nacional e aprovar medidas importantes e nem um pouco populares, que serão fundamentais para garantir o crescimento acima de 3% projetados nesta semana por Paulo Guedes.

O futuro ministro da Economia disse em entrevista que conta com a aprovação da Reformas da Previdência e Tributária, pelos congressistas, para alavancar o crescimento do país.

“Se tivermos dois anos de sensatez, promovendo as medidas necessárias para ajustar as contas públicas, fazermos duas reformas importantes, o país voltar a crescer forte, 3,5% ao ano”, avaliou o futuro ministro.

Ministros 

Restam ainda dois nomes a serem anunciados para assumirem os Ministérios do Meio Ambiente e Direitos Humanos.  Especula-se que as reuniões dessa semana, influenciarão na definição destes nomes.

Passadas as eleições, fora do palanque a realidade é outra: não há muitas opções além da negociação e diálogo com partidos.

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