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CÂMARA DE MARIANA
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Higor Vieira é graduado em Transações imobiliárias, docente em Jornalismo e empresário do ramo de logística e transportes e Saúde! Escreve semanalmente sobre Economia, mundo jurídico e Cenários políticos internos e externos.

Com medo do mercado, governo volta atrás sobre troca na direção da Vale

Publicado em 30/01/2019 às 22:20 Atualizado em 19/08/2022 às 09:15
SAMARCO - AGOSTO

Após a tragédia ocorrida em Brumadinho, muito se especulou sobre a troca de comando da empresa. Interlocutores do governo garantiam que a intenção no governo era essa.

Porém, bastou que a conversa chegasse ao superministério da Economia para que o governo reavaliasse a afirmação e voltasse atrás.

Em entrevista coletiva nesta terça-feira (29), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse que o governo não tem intenção de pressionar o conselho da empresa para a troca no comando da empresa.

“Temos que aguardar o andamento das investigações. Não cabe ao governo federal apoiar nenhuma empresa ou diretoria de qualquer empresa que não seja de sua absoluta responsabilidade”, afirmou Onyx.

Com medo do mercado, governo volta atrás sobre troca na direção da Vale
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, durante coletiva sobre o acidente da barragem da Vale em Brumadinho, Minas Gerais – Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Sabe-se que a interferência direta do governo numa empresa com participação estatal, desagradaria o mercado financeiro, além de ir de encontro com a posição liberal do governo.

Vale lembrar que no governo Dilma, Roger Agnelli, então diretor da companhia, foi demitido por influência do governo.

Segundo a imprensa, à época, o executivo teria desagradado Lula, no final de seu último mandato, ao iniciar à demissão de funcionários da empresa como forma de contenção de gastos. O desemprego traria resultados negativos ao governo, que queria emplacar uma sucessora.

Dilma então, ao assumir, teria pressionado investidores privados integrantes do conselho para trocar a direção da empresa, o que soou muito mal ao mundo financeiro.

O novo governo não pretende repetir o erro.

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