sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Vale é autorizada a retomar operação na Mina de Alegria, na região de Mariana

Foto de Carla Cruz
carlaandreiac1@gmail.com
SAMARCO - AGOSTO

A Vale anunciou nesta sexta-feira (1), a retomada parcial nas operações da mina de Alegria, em Mariana. A Agência Nacional de Mineração (ANM) interditou as operações em março deste ano, quando segundo as análises, as estruturas do local não eram estáveis.

Segundo a Vale, inspeções de segurança foram iniciadas na Mina nessa manhã e a previsão é de que as operações sejam retomadas em até 10 dias. Essa inspeção teve início após o recebimento do Termo de Desinterdição das operações da Mina Alegria pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Ainda estão paradas na mina, cerca de 42 milhões de toneladas por ano (Mtpa), de capacidade de produção de minério de ferro. Ainda de acordo com informações da empresa, a decisão pode liberar cerca de 8 milhões de toneladas, das 50 Mtpa que estavam paradas.

Para o ano de 2019, o aumento esperado no volume de produção deve chegar apenas a um milhão de toneladas, o que ainda não irá gerar impacto nas vendas. Entretanto, para os anos seguintes, a expectativa é de que a produção retorne ao normal. “Com o objetivo de promover um retorno seguro da operação, espera-se que o incremento do volume de produção se limite a 1 milhão de toneladas em 2019, sem impacto no volume esperado de vendas deste ano. Para os anos seguintes a produção retornará gradualmente observando-se adicionalmente a estratégia de margem sobre volume”, afirma o comunicado da empresa.

Além disso, a Vale reafirmou sua orientação de vendas de minério de ferro e afirmam que é a espera é de que fiquem entre o limite inferior e o centro da faixa.

Suspensão da Mina de Alegria da Vale

Em março de 2019, a Vale lançou um comunicado sobre a suspensão temporária e de forma preventiva sobre as operações na mina de Alegria. A decisão foi tomada após uma análise preliminar sobre a estrutura do local, que teve resultado inconclusivo, não podendo ser garantido a estabilidade da mina.

Na época, a empresa estimava um impacto na produção de aproximadamente de 10 milhões de toneladas por ano (Mtpa).

Leia também: Vale suspende atividades em barragem no Complexo de Itabira

Sobre o autor Carla Cruz

Carla Cruz é graduanda de Jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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