sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

‘Pequeno Manual Antirracista’, de Djamila Ribeiro, chega ao 1º lugar de livro mais vendido na Amazon

Foto de João Paulo Silva
joaopaulosilva@maisminas.org
SAMARCO - AGOSTO

A humanidade caracteriza-se pela intolerância e rejeição do outro como um ser humano e indivíduo se ele é diferente do considerado “padrão”, com isso falta o momento da empatia, extremamente necessário para se relacionar com outras pessoas.

A ideia de “dividir” as pessoas nas chamadas “raças” e depois hierarquizá-las é uma ideologia criada pelo homem. É tudo, menos uma lei natural. Esse equívoco surgiu durante a colonização no século XVI, quando as pessoas do continente africano foram desprivilegiadas, os trabalhadores foram escravizados, estuprados e/ou assassinados. Assim, o racismo era importante para legitimar o motivo pelo qual alguns deveriam ter mais acesso aos direitos e recursos humanos do que outros.

No decorrer do tempo, pessoas dividiram pessoas em “raças” com o objetivo de reorganizar o mundo de acordo com ideias racistas. Essa ideologia assassina levou à massa e ao genocídio da Segunda Guerra Mundial contra judeus, negros, homossexuais e outros grupos.

O racismo não se expressa apenas na violência física, mas primeiro em pensamentos, palavras e ações, podendo ser encontrado abertamente ou oculto na sociedade. O racismo, infelizmente, está profundamente enraizado na sociedade e tem sido uma ideologia poderosa há séculos. A sociedade majoritária deve “desaprender” o racismo. Para fazer isso, o racismo em suas formas estruturais, cotidianas e violentas deve ser reconhecido, levado a sério e tratado de maneira decisiva.

Um dos métodos mais eficazes para combater o racismo é a educação. O combate ao racismo passa pela escola. A luta contra o racismo deve ser uma prioridade da escola. O tema deve ser trabalhado em sala de aula e fora dela com a indicação de livros que possam contribuir para a extinção do racismo.

A escritora paulista Djamila Ribeiro chegou ao topo da lista dos livros mais vendidos da Amazon com sua obra “Pequeno manual antirracista”, lançado em 2019 pela editora Companhia das Letras. O livro trabalha de maneira acessível e didática vários temas relacionados à militância negra e ao feminismo negro com onze lições breves para entender as origens do racismo e como combatê-lo.

Confira a sinopse

Crédito da imagem: Divulgação/Companhia das Letras

Neste pequeno manual, a filósofa e ativista Djamila Ribeiro trata de temas como atualidade do racismo, negritude, branquitude, violência racial, cultura, desejos e afetos. Em onze capítulos curtos e contundentes, a autora apresenta caminhos de reflexão para aqueles que queiram aprofundar sua percepção sobre discriminações racistas estruturais e assumir a responsabilidade pela transformação do estado das coisas. Já há muitos anos se solidifica a percepção de que o racismo está arraigado em nossa sociedade, criando desigualdades e abismos sociais: trata-se de um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato de vontade de um sujeito. Reconhecer as raízes e o impacto do racismo pode ser paralisante. Afinal, como enfrentar um monstro desse tamanho? Djamila Ribeiro argumenta que a prática antirracista é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. E mais ainda: é uma luta de todas e todos.

Sobre a autora

Djamila Ribeiro nasceu em Santos, em 1980. Mestre em filosofia política pela Unifesp e colunista do jornal Folha de S.Paulo, foi secretária-adjunta da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. Coordena a coleção Feminismos Plurais, da editora Pólen, e é autora de O que é lugar de fala (2017) e Quem tem medo do feminismo negro? (2018).

Sobre o autor João Paulo Silva

João Paulo Silva, nascido em Barueri/SP e bacharel em Letras pela Universidade Estácio de Sá, pós-graduado em Revisão de Texto e em Linguística e Análise do Discurso. Contato: joaopaulobarueri@outlook.com

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