sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Os 50 anos da supermodelo Naomi Campbell

Foto de João Paulo Silva
joaopaulosilva@maisminas.org
SAMARCO - AGOSTO

Ela foi a primeira modelo negra a protagonizar a cobiçada capa de setembro da Vogue francesa. Até hoje, Naomi Campbell apresenta moda de luxo nas passarelas das metrópoles quando não está viajando pelo mundo para coletar doações. A supermodelo comemora seu 50º aniversário.

Campbell cresceu com a avó no sul de Londres na década de 1970. Sua mãe viajou pela Europa como dançarina, enquanto Naomi frequentou uma escola de teatro para crianças. Mesmo assim, ela apareceu na televisão e em videoclipes, incluindo “Is This Love”, de Bob Marley, quando ela tinha sete anos de idade. Mais tarde, ela apareceu em vídeos de Michael Jackson, Aretha Franklin, George Michael e Jay-Z.

Aos 14 anos, ela foi descoberta como modelo enquanto voltava da escola para casa. Sua mãe era contra, mas Campbell persistiu. Aos 16 anos, ela voava regularmente para Paris para gravar. Lá, ela conheceu o estilista tunisiano Azzedine Alaia (1935-2017), que a apresentou ao mundo das estrelas: Tina Turner, Jerry Hall, Grace Jones e Quincy Jones se tornaram amigas.

De capa a capa, o modelo de origem jamaicano-chinesa avançou e teve que combater o preconceito e a discriminação. A temida chefe da “Vogue” americana, Anna Wintour, batalhou para conseguir ter a modelo na capa de setembro da revista, a mais importante.

Naomi Campbell é uma estrela mundial com contradições. Por um lado, ela fundou a organização sem fins lucrativos Fashion For Relief em 2005 para usar desfiles de moda para arrecadar dinheiro para as vítimas do furacão Katrina, o tsunami japonês e a epidemia de Ebola na África Ocidental. Isso foi desencadeado por sua amizade com Nelson Mandela (1918-2013), que para ela era como um “avô”, como ela disse.

Campbell, por outro lado, é famosa por suas confusões; ela foi condenada por agressão quatro vezes. Sua última aparição no tribunal foi em 2010, quando ela teve que testemunhar no julgamento “diamante de sangue” contra o ex-presidente da Libéria e o criminoso de guerra Charles Taylor.

Sobre o autor João Paulo Silva

João Paulo Silva, nascido em Barueri/SP e bacharel em Letras pela Universidade Estácio de Sá, pós-graduado em Revisão de Texto e em Linguística e Análise do Discurso. Contato: joaopaulobarueri@outlook.com

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