sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA
Foto de Franciele Santana
Opinião Franciele Santana francieleapsantana@gmail.com

Nutricionista, natural de Ouro Preto/MG, e uma admiradora da arte da escrita, almejo proporcionar saúde compartilhando meus conhecimentos de modo a agregar melhorias na vida do maior número de pessoas possível.

Não existe milagre vendido em cápsulas

Publicado em 09/02/2022 às 08:04 Atualizado em 03/08/2025 às 20:20
SAMARCO - AGOSTO

A busca pelo emagrecimento está sempre presente nos objetivos a curto prazo de grande parte da população. O preocupante nesse fato é que muitas vezes o imediatismo para se alcançar o resultado esperado faz com que se utilize de alternativas que podem não ser seguras para a saúde. 

Qualquer produto com propriedades terapêuticas, como por exemplo, a promessa de emagrecimento, só pode ser comercializado no Brasil com autorização da Anvisa. Além disso, o comércio desse tipo de produto só pode acontecer em farmácias ou drogarias, já que substâncias com propriedades terapêuticas são consideradas medicamentos.

O problema é que o comércio clandestino, embora seja ilegal, ele existe, e muitas vezes vem acompanhado de um marketing que divulga um produto milagroso que encanta ao consumidor, sobretudo quando o produto é associado a algo de origem natural, o que causa a falsa ideia de não fazer mal. Principalmente quando se trata de medicamentos “naturais” de um combinado de ingredientes comercializados em cápsulas, o uso deve ser evitado ao máximo, pois mesmo quando se trata de um composto natural, certos tipos de fórmulas podem ser perigosos para o organismo e causar diversos problemas de saúde. Como exemplo podemos citar a mistura de algumas ervas que pode ser tóxica, além de não haver controle sobre a quantidade do princípio ativo presente no composto, nem mesmo da dose segura a ser consumida.

 Existem medicamentos seguros para tratar o excesso de peso, tendo exemplares capazes de promover saciedade, absorção de gordura ou diminuição do apetite, no entanto o uso deles precisa ser prescrito e acompanhado por um médico. A primeira opção para quem busca a perda de peso precisa ser a diminuição na ingestão calórica associada ao aumento do gasto calórico. A automedicação deve ser sempre desencorajada, a fim de evitar prejuízos à saúde tais como sobrecarga renal ou hepática.

PARTICIPE

Comentários

Contribua com informações, contexto e opiniões sobre a notícia. Mantenha o respeito aos demais leitores.

Comentar como visitanteSem criar uma conta

Seu comentário

Seu e-mail não é publicado e é usado somente para identificação e moderação. O comentário não cria uma conta de usuário no site.

0/4000

Ao enviar, você concorda com a moderação editorial e com a Política de Privacidade do Mais Minas.