sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Ministério Público do RJ pedirá quebra de sigilo bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz

Foto de Rodolpho Bohrer
comunicacao@maisminas.org
SAMARCO - AGOSTO

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)  pedirá à Justiça a quebra dos sigilos bancários e fiscais do senador Flávio Bolsonaro e de seu ex- assessor e motorista, Fabrício Queiroz.

A informação foi divulgada através da coluna do jornalista Lauro Jardim do O Globo, na tarde deste domingo (5). As investigações acerca das movimentações bancárias consideradas atípicas de Fabrício Queiroz, identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), seguem desde fevereiro e são lideradas pelo promotor de justiça, Luís Otávio Lopes.

O senador, que é o filho mais velho do presidente da República, Jair Bolsonaro, há pouco tempo entrou na Justiça para interromper o andamento das investigações do Ministério Público do Rio de Janeiro contra seu ex-assessor e motorista, alegando, à época, que o órgão acessou seus dados de maneira ilegal. No entanto, seu pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Relembre o caso

No período de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, mesmo período em que era assessor parlamentar e motorista de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz movimentou cerca de R$ 1,2 milhão em sua conta bancária, de acordo com um relatório realizado pelo Coaf.

Fabrício Queiroz, policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio, exercia as funções de motorista e segurança político no gabinete do então deputado estadual.

De acordo com o banco responsável pela conta, as movimentações financeiras seriam incompatíveis com o patrimônio e a ocupação profissional do ex-assessor do parlamentar. No mesmo período, pelo menos oito funcionários do gabinete de Flávio Bolsonaro fizeram depósitos que totalizaram 150 mil reais na conta de Queiroz, sempre em datas posteriores aos pagamentos de seus salários.

Tais operações levantaram suspeitas de que o parlamentar estaria se apropriando indevidamente de parte dos salários dos servidores, prática ilegal conhecida do como “rachadinha”.

Sobre o autor Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).

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