sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Pai que desviou dinheiro arrecadado em campanha para tratamento do filho é condenado a sete anos de prisão

Foto de Rodolpho Bohrer
comunicacao@maisminas.org
SAMARCO - AGOSTO

Matheus Henrique Leroy Alves, pai do menino João Miguel, foi preso por desviar dinheiro arrecadado para o tratamento da criança em julho de 2019. Ele foi condenado pela Justiça a sete anos e seis meses de prisão por estelionato.

De acordo com as denúncias, o pai desviou quase R$ 500 mil da campanha para o tratamento do filho, que já havia arrecadado mais de R$ 1 milhão. Após o crime ele se mudou para Salvador, na Bahia, onde foi preso ostentando uma vida de luxo.

A família é de Conselheiro Lafaiete, e João Miguel sofria de atrofia muscular espinhal (AME), uma doença degenerativa grave. A criança morreu em outubro deste ano logo após completar dois anos.

Além dos anos de reclusão, a Justiça determinou que Matheus siga preso preventivamente até terminar o processo nas instâncias superiores.

A advogada da mãe de João Miguel declarou que não irá se manifestar. Já a defesa do pai não foi encontrada. Matheus foi absolvido da denúncia de abandono material.

Entenda o caso

Um homem de 37 anos, que morava em Conselheiro Lafaiete, região Central de Minas, fugiu com dinheiro arrecadado para tratamento de doença rara do filho. Ele foi preso em Salvador (BA). O homem, identificado como Mateus Alves, teria fugido com cerca de R$1 milhão arrecadado a partir de doações online para compra de medicamentos para a criança de 1 ano e 7 meses. A criança era portadora de Atrofia Muscular Espinhal (AME) e poderia morrer, caso não fosse medicada.

A Polícia Civil de Minas Gerais recebeu uma denúncia de que o homem estaria gastando o dinheiro em Salvador, ao invés de usá-lo para o tratamento da criança.

A história de João Miguel, o menino portador de AME, mobilizou os moradores de Conselheiro Lafaiete, vizinhos, amigos e parentes, que engajaram em uma campanha online para arrecadar o dinheiro para a medicação, que custa mais de R$300 mil a dose. A ação ocorreu porque sua família não tinha condições de arcar com tamanha despesa.

Sobre o autor Rodolpho Bohrer

Sócio-proprietário e fundador do Mais Minas e jornalista em formação pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). Redator de cidades, tecnologia e política, além de link builder na Agência MaisPost. Em 2026, foi um dos repórteres vencedores do prêmio estadual "Tributação e Justiça Social", promovido pelo Sindicatos dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (SINJORBA).

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