sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Catedral de Mariana retoma concertos com órgão histórico do século XVIII

Apresentações voltam a ocorrer duas vezes por mês com repertório clássico executado no instrumento Arp Schnitger

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SAMARCO - AGOSTO

A Catedral de Mariana retomou, na última semana, os concertos regulares com o órgão histórico Arp Schnitger. O instrumento, um dos mais raros do mundo, foi construído pelo alemão Arp Schnitger e enviado ao Brasil em 1748 por Dom João V,  com a criação do Bispado de Mariana.

Após um cuidadoso processo de restauração, realizado com o apoio da Prefeitura de Mariana, o órgão voltou a soar no último mês de dezembro, retomando seu lugar de destaque na vida cultural da cidade.

Os concertos regulares serão realizados nos segundos e quartos sábados de cada mês, sempre às 17h, com venda de ingressos na bilheteria da Catedral, no valor de R$ 80, com meia-entrada para idosos, professores e estudantes.

As apresentações contam com um repertório de composições para órgão, como as de J.S. Bach, interpretadas por Josinéia Godinho, organista e regente da Catedral de Mariana.

Em mais de 250 anos de presença na cidade, o Arp Schnitger desponta como exemplo de convivência frutífera entre a rica tradição musical da primeira diocese de Minas Gerais e o auge da técnica de construção de órgãos no norte da Alemanha no século XVIII.

O órgão histórico da Sé de Mariana é o único, entre os cerca de trinta instrumentos restantes da oficina de Arp Schnitger, que se encontra fora da Europa e, por estar há mais de dois séculos distante de guerras e desastres naturais, é também o que preserva o maior número de peças originais do período de sua construção.

Além dos concertos pagos, o instrumento também pode ser apreciado em algumas celebrações religiosas da Catedral, como na Semana Santa e em outras datas solenes.

As próximas apresentações acontecem nos dias 25 de abril; 9 e 23 de maio; 13 e 27 de junho; e 11 e 25 de julho, sempre aos sábados, às 17h, na Catedral de Mariana.

Por Pedro Henrique Hudson

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