sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
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Prefeitura restringe atividades na Serra de Ouro Preto para viabilizar unidade de conservação

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SAMARCO - AGOSTO

A Prefeitura de Ouro Preto publicou, no dia 17 de abril, o Decreto nº 9.230, que estabelece limitações administrativas provisórias na Serra de Ouro Preto. A medida suspende novas licenças e restringe atividades com potencial de degradação ambiental em uma área de 3.020,08 hectares.

O decreto foi assinado pelo prefeito Angelo Oswaldo e tem como objetivo viabilizar estudos técnicos para a criação de uma unidade de conservação municipal. A iniciativa está fundamentada na Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Na prática, a norma impede a emissão de novas licenças ambientais e bloqueia a instalação ou ampliação de empreendimentos na área delimitada. Também ficam proibidas a supressão de vegetação nativa, a exploração de recursos naturais e qualquer intervenção que possa comprometer os atributos ambientais da região.

Área reúne ecossistemas e patrimônio histórico

A área definida pelo decreto abrange porções da Serra de Ouro Preto com relevância ambiental, cultural e histórica. O território inclui ecossistemas como campos rupestres ferruginosos e quartzíticos, além de áreas de floresta estacional semidecidual, inseridas no bioma Mata Atlântica.

O texto também aponta a presença de sítios arqueológicos e destaca a importância da serra na composição da paisagem de Ouro Preto, reconhecida como patrimônio cultural.

Proteção envolve recursos hídricos e clima

Outro ponto destacado no decreto é o papel da Serra de Ouro Preto na provisão de serviços ecossistêmicos. A área contribui para a regulação climática, proteção dos solos e recarga de aquíferos e mananciais.

Essas funções têm impacto direto na segurança hídrica do município e também da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Próximos passos dependem de estudos e consulta pública

A criação da unidade de conservação ainda não está definida. Segundo o decreto, o processo dependerá da realização de estudos técnicos e de consulta pública, conforme previsto na legislação federal.

A delimitação atual da área pode ser ajustada ao longo desse processo, de acordo com os resultados dos estudos e das discussões com a população.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação.

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Material institucional editado e revisado pela redação do portal Mais Minas. Consulte a fonte ao final das matérias/artigos. redacao@maisminas.org

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