sexta-feira, 28 de agosto de 2026Jornalismo independente de Minas Gerais
CÂMARA DE MARIANA

Cruzeiro empata com Vasco e se complica na Libertadores

Foto de Maicon Costa
maiconcosta1702@gmail.com
SAMARCO - AGOSTO

O Cruzeiro não aproveitou o fator casa e o apoio da torcida e ficou somente no empate com o Vasco da Gama na noite de quarta-feira pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O resultado foi horrível para ambas as equipes, as deixando com apenas um ponto, três atrás do Racing-ARG e da Universidad de Chile.

O Cruzeiro entrou em campo com uma formação diferente, sem centroavante, com Rafinha, Thiago Neves e Arrascaeta formando o trio ofensivo, numa decisão controversa que irritou a torcida. Outra mudança foi a entrada de Dedé no lugar de Murilo que sentiu uma lesão no ombro no último treino antes da partida. O camisa 26 deu solidez defensiva à equipe, principalmente nas bolas aéreas, grande deficiência da equipe. Já a mudança no ataque, como já era de se imaginar, não surtiu efeito e o que se viu foi mais uma partida terrível de Rafinha, que foi sacado no intervalo para a entrada de Sassá, e um Thiago Neves apagado. Arrascaeta até tentava, mas esteve isolado na maior parte do tempo.

O jogo

O Cruzeiro começou bem o jogo, indo pra cima e pressionando o Vasco, mas abusava dos cruzamentos e a pressão não surtia efeito. Sem um homem de referência os cruzamentos de Egídio quando não iam direto para fora, não assustavam. Logo o ímpeto da equipe da casa diminuiu e o Vasco conseguiu equilibrar as ações do jogo. O meio campo do Cruzeiro se mostrou mais uma vez demasiadamente lento e pouco dinâmico. Robinho e Cabral praticamente não apareceram e Henrique jogou um pouco melhor que domingo. Já Egídio continuou lembrando mais do Palmeiras que o da outra passagem pelo Cruzeiro e fez um primeiro tempo terrível. O destaque fica pra zaga, principalmente para Dedé que ganhou todas as disputas pelo alto.

No segundo tempo o Cruzeiro voltou com Sassá no lugar de Rafinha. O time melhorou e passou a ficar mais tempo com a bola no campo de ataque, mas também sem muita efetividade. Sassá confiava demais no jogo de corpo e abusava desse tipo de jogadam que acabava não dando certo, com ele perdendo a maioria das disputas desse tipo para Paulão e Erazo que surpreendentemente faziam grande partida. E nas poucas vezes que conseguiu progredir e finalizar, o camisa 23 parou no excelente Martín Silva.

No mais foi uma partida tecnicamente horrível e de nenhuma inspiração, sendo assustador o tanto de vezes que jogadores de ambas as equipes tropeçaram na bola, furaram ou erraram domínios. O torcedor merecia receber o valor do ingresso de volta. As vaias foram mais que merecidas.

Preocupações

As duas equipes ganharam preocupações para o decorrer da temporada. Do lado do Cruzeiro, o volante/lateral Lucas Romero saiu de campo no segundo tempo sentindo a parte posterior da coxa. Já pelo lado do Vasco o jovem atacante Paulinho saiu machucado após cair feio e fraturar o braço, em imagens fortes.

O Cruzeiro volta a campo no domingo, pelo jogo de volta da final do Mineiro, contra o Atlético-MG e precisa ganhar de no mínimo dois gols de diferença para levar o título.

Leia também: Não era ferrovia, mas Atlético passeia

Sobre o autor Maicon Costa

Maic Costa nasceu em Ipatinga, mas se radicou na Região dos Inconfidentes mineiros. Formado em Jornalismo na UFOP, em 2019, passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas. Atualmente, é setorista do Cruzeiro na Trivela.

PARTICIPE

Comentários

Contribua com informações, contexto e opiniões sobre a notícia. Mantenha o respeito aos demais leitores.

Comentar como visitanteSem criar uma conta

Seu comentário

Seu e-mail não é publicado e é usado somente para identificação e moderação. O comentário não cria uma conta de usuário no site.

0/4000

Ao enviar, você concorda com a moderação editorial e com a Política de Privacidade do Mais Minas.